quarta-feira, fevereiro 14, 2007
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say hello to the rugs topography
XI
Os dias nascem negros mas claros,
o relógio prossegue seu aborrecimento atroz
em sarcófagos amortecidos de múmias inexistentes,
cercado por vagas obsoletas e vingativas
de maremotos suaves como tempestades,
confortáveis à lareira, no marasmo de existir sem motivo;
este dia nasceu como que envolto na lã nuclear
das ovelhas mais massacradas pelas madrugadas,
os sinos soam refazendo-se de pecados,
novo carregamento de tóxicos celestiais aonde
o ano um voltará em ouro à terra, trará notícias da gravidade
para vultos juntos somente pelo passar do medo do tempo,
contará adivinhas e enigmas de escárnio e encantar,
a violência perder-se-á, o sofá será moldado
aos rabos dignos dos convidados e, no escuro,
o convite não será sempre recusado, sem resquícios de
dúvidas para a rainha do negrume matinal, ideias serão
descodificadas, deturpadas em gabinetes altos demais
para a comunicação não cessar,
ou a neblina baixa voltaria para manchar a
próxima noite, como rostos afastados da sorte,
misteriosos, trocadilhos mordazes não precisam de referir-se
à ratoeira de queijo a mais recusado a cada esquina,
mesmo nesta casa cheia de riso e imediatez, onde
cada dia é mais resplandecente na sujidade da decadência,
a inteligência não é valorizada pela sua teimosia pouco digna
da perseverança obrigatória que nos pretende governar, só se
nos conseguisses alienar da verborreia rejeitada.
Daqui a um mês será outro novo ano e
os momentos aguardam passivos de se deixarem cair
pela teias de aranha instável, o pequeno-almoço está instituído
praticamente a sufocar de poeiras contidas e ressequidas
nesse mesmo local escolhido, a mesa de madeira
onde se guardam as carícias de barulhos não escutados,
suspirados num silêncio surpreendemente normal,
assim, aqui sozinho com eles, afogar-te-ei no gelo para sempre
flôr pura que hoje esqueci,
utopia de minha alma, choro-te de inveja
até que as lágrimas rubras de sangue mole
te venham chamar num bólite para me salvares
da loucura da solidão.
in fotosintese 2003
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